1.29.2013

Trabalhadores da TCUL em greve

Pelos menos, um número incalculável de trabalhadores, entre motoristas, cobradores e empregados de limpeza da empresa Transporte Colectivo Urbano de Luanda (TCUL), estão em greve desde as primeiras horas de hoje.
Fonte: uakidi.com
Os trabalhadores prometem regressar nas actividades laborais após verem resolvidas as exigências constantes no caderno reivindicativo apresentado à direcção da TCUL o ano passado.
No referido caderno apresentado à direcção da empresa, os funcionários exigem o reajuste salarial, a melhoria na dieta alimentar, bem como o ingresso na função pública, pois de acordo com os mesmos, há funcionários na TCUL que auferem 15 mil Kwanzas e outros 20 mil respectivamente.

Há motoristas que baixam de categoria e ganham 35 mil kwanzas, enquanto outros estão a vencer 55 mil Kwanzas. Para nós, isto não é justo senhor jornalista”, contou um dos participantes da greve.
A greve é ilegal”
Para constatar a veracidade dos factos, a Uakidi.com contactou Jesus dos Santos, director do gabinete de comunicação e imagem da TCUL, e, o mesmo confirmou a paralisação de diversos trabalhos na referida empresa, tendo ao mesmo tempo considerado a greve de ilegal.
De acordo o Jesus dos Santos, os funcionários não cumpriram com as metas traçadas durante as negociações.
Alguns trabalhadores paralisaram os trabalhos, mas não a empresa no seu todo. O que se passa é que alguns funcionários pensaram que não estavam a ser ouvidas as suas reivindicações,  apresentadas há já algum tempo e que neste momento estão a ser discutidas pela comissão sindical. O MAPESS, a comissão sindical e a direcção da empresa estão a negociar desde a semana passada”, frisou, o porta-voz, acrescentando que os trabalhadores violaram o aviso do sindicato que os orientava a não paralisar as actividades antes do término das negociações.
A TCUL é uma empresa que conta com mais de 2 mil trabalhadores e existe há mais de 24 anos.
Eles deviam fazer como os outros que continuam a trabalhar, se bem que admitímos ainda que o número dos que paralisaram seja enorme”, confirmou Jesus dos Santos.

9.12.2012

Deputado do MPLA e General Fantasma

Os antigos combatentes da província da Huíla continuam a manifestar o seu descontentamento pela forma como o mais alto comando das Forças Armadas Angolanas (FAA) tem promovido algumas figuras locais, entre empresários e políticos, ao generalato.

Fonte: MaKa Angola

Uma dessas figuras é o actual deputado e primeiro secretário do MPLA na Huíla, João Marcelino Tyipinge. O referido político está inscrito na Caixa Social das FAA, com a patente de tenente-general, recebendo um subsídio equivalente a cerca de US $3,000 mensais. Como deputado, João Marcelino Tyipinge aufere o equivalente a US $15,000 mensais, incluindo subsídios.

“Nunca vi o Tyipinge a envergar a farda das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA). Eu e ele lutámos pelo exército português e, depois da independência, trabalhámos juntos na alfabetização, na secção de ensino de adultos na escola do partido [MPLA]”, confidenciou um antigo colega seu sob anonimato.

O perfil do deputado, no sítio da Assembleia Nacional, não inclui qualquer passagem pelo exército, português ou angolano. Os dados biográficos do deputado indicam que, de 1972 a 1986, foi “funcionário público do Ministério da Educação”; de 1982 a 1986, “quadro do partido na Huíla” e, desde então, secretário nas mais diversas funções, no secretariado do MPLA na Huíla.

O presidente do Fórum Independente dos Desmobilizados de Guerra, coronel Nunes Manuel, disse ao Maka Angola ter conhecimento sobre a promoção partidária de João Marcelino Tyipinge ao grau de tenente-general. “Esse facto deixa muitos companheiros nossos entristecidos pois muitos deram a vida à causa do país e não são valorizados. É muito triste”, disse o coronel na reserva.

Por sua vez, o empresário e membro do Comité Central do MPLA, Tulumba Kaposse, ostenta a patente de coronel sem ter cumprido serviço militar, com direito a pagamento mensal pela Caixa Social das FAA. Em 2008, os militantes do MPLA chumbaram a sua candidatura ao Comité Central, assim como a do empresário e tenente-general fantasma Luís da Fonseca Nunes. No entanto, ambos acabaram por ascender aos altos escalões do MPLA por via do tráfico de influências em Luanda.

 

9.11.2012

Morro a cheirar um jornal - Aguiar dos Santos

Luanda - O Agora comemorou, no pretérito dia 17 de Janeiro, faz hoje uma semana, 12 anos de vida. Como soe dizer-se não é pouca tripa, para mais no contexto adverso em que surgimos. Sou um homem da comunicação social, concretamente da imprensa, de jornais, independentemente da sua periodicidade.

Fonte: Jornal Agora


Por não se dever cuspir no prato onde já tomámos a sopa, confesso que a minha escola jornalística foi a Angop onde me guindei a chefe da divisão nacional, responsável, digamos assim, pela política do país
Na Angop emprestei o meu saber - ai que saudades do grupo da Jugoslávia - e experiência na formação de jovens da época, assumindo posteriormente a minha trajectória profissional outros rumos e destinos.
Nesta minha vida feita de boemias e de (des)caminhos ínvios e padrastos, de andarilho por vezes sem destino, o jornalismo tinha, necessariamente, de se atravessar na minha vida.
Deste modo, acabei por liderar um projecto que pariu a 17 de Janeiro de 1997, o semanário AGORA. 12 anos volvidos a odisseia valeu a pena. Modéstia à parte e por mérito próprio o nosso nome já não se pode apagar da imprensa privada surgida depois da abertura democrática encetada a partir de 1991. Foram (são) 12 anos de muita labuta, porrada, sacrifício e coragem. Mas valeu a pena. Por isso mesmo gostaria de morrer num dia em que o AGORA já estivesse impresso e ser enterrado com o cheiro da tinta do jornal nos meus beiços.
Esta prosa avulsa, inusitada e existencial nada tem a ver com o canto antecipado do cisne. Mas não sei se é sina ou destino, se é que ele existe, presumo, persinto, que a minha urna estará coberta de papel impresso com o cheiro da tinta de impressão de um jornal!
*Texto publicado a 24 de Janeiro de 2009. Em homenagem, à título póstumo, a Aguiar dos Santos cujo corpo repousa, desde ontem, no cemitério do Altos das Cruzes, em Luanda.

“Tivemos mais votos do que os anunciados pela CNE” - CASA-CE

O vice – presidente da CASA-CE, Alexandre Sebastião André disse ontem, em Luanda que a sua organização conseguiu mais votos do que os anunciados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

Fonte: Lac

“Nós trabalharmos e pelos nossos cálculos, nós CASA-CE, conseguimos mais do que aqueles anunciados”, disse o político.
Em entrevista à Rádio Luanda Antena Comercial (LAC), Alexandre Sebastião André fez saber que CASA – CE é coligação composta por formações políticas credíveis e com muitos militantes.
“Deixa-me só dizer que antes da apresentação formal, a CASA-CE já tinha meio caminho andado. Portanto, não é o que muitos dizem que a CASA – CE só tem 2 meses, isto é falso”, disse.
Recorde-se que segundo partido mais votado foi a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), que elegeu 32 deputados, seguindo-se a Convergência Ampla de Salvação de Angola-Coligação Eleitoral (CASA-CE) com oito deputados, o Partido da Renovação Social com três e a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) com os restantes dois.

Samakuva pronuncia-se sobre o pleito de 31 de Agosto último

O presidente da UNITA Isaías Samakuva vai esta Terça-feira, 11/09, em Luanda fazer um pronunciamento, dando conta do seu posicionamento sobre as eleições gerais de 31 de Agosto último.

Fonte: Rádio Despertar
Segundo à Rádio “Despertar”, emissora afecta a UNITA, Isaías Samakuva no pronunciamento oficial, o líder do “Galo Negro” apresentará também os números de votos contabilizados pela UNITA, em paralelo aos resultados publicados pela CNE, na sexta-feira (dia sete).

De acordo com os dados definitivos divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral, a UNITA classificou-se na segunda posição com 1.074.565, o equivalente a 18,66 porcento dos votos validados, o que lhe mereceu constituir um grupo parlamentar de 32 deputados.

9.07.2012

O principal adversário da UNITA é a sua direcção- Féliz Abias

Eu me explico. Desde o primeiro congresso – pós guerra - que as coisas não correm bem entre os que ganham e os que perdem, o que demonstra falta de um líder capaz de congregar várias franjas ou alas.

Fonte: Fecebook

A UNITA até teve a sorte de produzir um Abel Chivukuvuku que, quanto a mim, é o mais carismático líder que existe na nossa oposição, uma espécie rara, infelizmente para a UNITA, não houve capacidade para aconselha-lo porque parece também que falta um pouco de humildade (porque não somos humildes) por parte das pessoas de dizerem que o fulano ou sicrano reúne mais consenso e deve avançar como cabeça de lista. O estômago continua ainda a falar mais alto. E, indo ao debate proposto pelo kota Celso Malavolonek, devo dizer que com Abel Chivukuvuku como cabeça de lista da UNITA, teríamos de facto uma UNITA mais próxima do nível do MPLA, o que deixaria mesmo dúvida em relação ao desfecho das eleições, e não o que aconteceu, onde todos nós, pelo menos os apartidários, já sabíamos que o maioritário iria dar goleada, apesar da ajuda de que beneficiou dos órgãos como TPA, RNA e Jornal de Angola, das igrejas, dos empresários, enfim, de quase todos que têm capacidade de influenciar as massas.


Félix Abias

Jornalista do semanário Angolense.

9.05.2012

Oposição lidera controlo das eleições gerais em Luanda

Lunada - Na maior praça eleitoral do país, o partido maioritário teve baixa no controlo das eleições por parte dos delegados de listas credenciados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

Fonte: Mugimbu Angola

Num total de 22.470 delegados de listas credenciados para a fiscalização do processo eleitoral de 31 de Agosto último, em Luanda, 12.466 foram da oposição.
O partido maioritário teve na sua cota parte um total de 10.004 delegados distribuídos nos vários municípios, distritos, bairros e escolas selecionadas para local de voto.
A diferença que separa o partido no poder em relação a oposição é de 2.462, o que indica que para a cidade capital os controlo do processo foi maior.
“Não haverá dúvidas que os valores que a oposição alega existir nas suas actas eleitorais podem ser justificativos, de acordo a grade participação destes delegados nas assembleias de voto”, frisou um delegado de lista, Luciano Rafael acrescentando que “na minha modesta opinião e como não podia deixar de ser, deveria haver mais transparência por parte da CNE nos resultados apresentados até ao momento para a província de Luanda”.
Por exemplo, no Cazenga, Cacuaco e Viana, as formações como a UNITA e a CASA-CE estavam bem representados em quase todas as assembleias de votos, ao contrário das famosas assembleias fantasmas que terão existido simplesmente da responsabilidade de quem está habituado a liderar as maiorias esmagadoras.
Os angolanos foram completamente surpreendido quando os números de votos para Luanda não correspondiam aquilo que consideramos em política, como equilíbrio parlamentar, pois vimos, com os nossos próprios olhos, os cidadãos da cidade capital a serem um pouco mais conscientes em relação o ano de 2008, que estava ainda fora da realidade da governação do MPLA.