9.03.2012

Resultados da eleições com alta nos votos brancos e nulos


Ao nível Nacional para um censo de 9.757.671 dos quais 88% escrutinados e faltando apenas cerca de mil mesas para se escrutinar, os votosem brancos e nulos, bem como os votos reclamadas estão em números assustadores.

Até ao momento, os votos branco são já um total de 206 mil e 565, o prefaz os 3, 54%, ao passo que os votos nulos estão já a atingir a cifra de 119 mil e 158, ajustando os 2,04%.
Segundo várias análises feita, esta problemática surgiu devido a fraca actualização dos cartões de registo eleitoral, pois os elementos que trabalharam neste sentido não souberam dar respostas rápidas a esta situação.
Neste momento é prematuro avançar alguns dados, mas tão logo estivermso em melhores condições faremos.
Sem contar com os dois partidos tradicionais de Angola que não deixam os seus resultados baixar, A Unita e Mpla vamos analisar os demais partidos.
F.G.
 



 



 

CASA-CEConvergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral330.2146,01%

PRSPartido de Renovação Social93.6981,70%

FNLAFrente Nacional de Libertação de Angola59.5941,08%

NDNova Democracia União Eleitoral12.2930,22%

PAPODPartido Popular para o Desenvolvimento8.0400,14%

FUMAFrente Unida para a Mudança de Angola7.6150,13%

CPOConselho Político da Oposição6.1900,11%

UNITA diz que tem documentos contradizendo resultados oficiais

A UNITA afirma dispor de documentos que mostram que os resultados difundidos pela CNE "não são os mesmos que foram contabilizados pelos fiscais nas assembleias de voto ".

Fonte: VAO

Reagindo aos resultados das eleições angolanas, a UNITA anunciou que se prepara para apresentar documentos que mostram que os resultados difundidos pela Comissão Nacional Eleitoral, CNE, "não são os mesmos que foram contabilizados pelos fiscais nas assembleias de voto em diferentes partes do país".
Além disso, segundo a sua página na internet www.unitaangola.com, a UNITA condena que "os órgãos de comunicação do Governo tenham passado uma mensagem adulterada do seu porta-voz Alcides Sakala em que o colocam a aceitar os resultados das eleições de 31 de Agosto". Segundo a UNITA, na manhã de sábado, antes de a CNE ter divulgado os resultados provisórios, a Rádio Nacional de Angola contactou Alcides Sakala por telefone para saber se os iria aceitar. Sakala respondeu que "a UNITA faz parte do jogo democrático e como tal vai aceitar quaisquer resultados das eleições desde que sejam justos".
Contudo, segundo um comunicado do segundo maior partido angolano, a rádio só terá divulgado as declarações após o conhecimento dos resultados preliminares, cortando a parte "desde que sejam justos" e dando a entender que a UNITA tinha falado já depois de conhecer os números.
Apesar das polémicas em torno das eleições e dos vários alertas de fraude que levaram a uma ameaça de impugnação da votação pela UNITA, as eleições angolanas decorreram com tranquilidade.
O antigo presidente cabo-verdiano Pedro Pires, chefe da missão de observadores da União Africana que acompanhou as eleições, considerou hoje em Luanda a votação livre e credível, apesar de críticas ao processo, como a relação "tensa" entre o órgão eleitoral e os partidos.
Na declaração preliminar da missão de observação da União Africana (UA), lida hoje à tarde pelo ex-Presidente cabo-verdiano na capital, as eleições gerais, realizadas na sexta-feira, foram "livres, justas, transparentes e credíveis", à luz da Declaração de Durban, que regula os processos democráticos em África.
A missão da UA deixou, porém, várias observações, entre as quais a relação "tensa " entre a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) e os partidos, marcada pela "ausência de diálogo", as reclamações da oposição "à acreditação tardia dos seus delegados", as "disparidades na utilização dos espaços públicos" e ainda a ausência na votação da diáspora angolana.
O MPLA está no poder há 37 anos, e estas são as segundas eleições desde o fim da guerra civil no país, em 2002. Servem para eleger os 220 deputados que vão ter assento no parlamento. De acordo com a constituição angolana, que foi alterada em 2010, o líder do partido que vence as legislativas torna-se automaticamente presidente da república.

Portugal considera eleições em Angola etapa "importante" na consolidação da democracia


Fonte: Lusa

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) disse hoje à Lusa que o Governo português "enaltece" o civismo do processo eleitoral angolano, que considera uma "etapa importante na consolidação da democracia" e "felicita" o Presidente.

"O Governo português felicita o Presidente José Eduardo dos Santos e o seu partido pela vitória obtida nas eleições de 31 de agosto, de acordo com os resultados provisórios anunciados pela Comissão Nacional de Eleições angolana", disse hoje à Lusa Miguel Guedes, porta-voz do MNE.
De acordo com a mesma fonte, numa altura em que já estão oficialmente escrutinados mais de 90% dos votos em Angola, "o Governo português enaltece a forma ordeira e o elevado sentido cívico com que decorreu o processo eleitoral".

Na mesma declaração, Miguel Guedes afirmou que o Governo Português considera estas eleições "uma etapa importante na consolidação da democracia, da estabilidade e do progresso socioeconómico de Angola e saúda também que delas resulte o fortalecimento do pluralismo político".
Ainda segundo o porta-voz do chefe da diplomacia, o Governo português "vai continuar a reforçar a aliança estratégica" com Angola, a qual traduz uma "relação de respeito, cooperação e parceria para o desenvolvimento, baseada na partilha de valores e interesses comuns".

O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) ganhou as eleições gerais angolanas com maioria qualificada (72,24 por cento) e José Eduardo dos Santos foi eleito indirectamente Presidente da República, revelam os resultados provisórios divulgados no domingo pelo órgão eleitoral.
Em segundo lugar, nos totais nacionais dos resultados provisórios, surgia a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), com 18,22% dos votos, e em terceiro a Convergência Ampla de Salvação de Angola (CASA-CE), com 5,6%.

De um total de cerca de 9,7 milhões de eleitores inscritos, estavam escrutinados 8,2 milhões de votos, não tendo sido divulgados dados relativos à abstenção.
À luz destes resultados provisórios, o MPLA renova por cinco anos o mandato no poder, que exerce desde a independência de Angola, em 1975.

Chuvas fazem dois mortos no fim-de-semana na Lunda Norte

Fonte: Angop

Duas pessoas morreram e 15 outras ficaram feridas vítimas das chuvas ocorridas, no fim-de-semana, no município do Cuango, província da Lunda Norte, região leste de Angola.

O porta-voz do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Faustino Sebastião, informou à Angop, que as chuvas destruíram parcialmente 18 residências.

O responsável garantiu que os técnicos da Administração Municipal local, da Protecção Civil e outras instituições vocacionadas, estão a trabalhar em conjunto, no levantamento dos danos causados pela chuva, de forma a obter os dados reais para equacionar a ajuda a ser prestada pelo executivo da província da Lunda Norte.

Algumas pessoas afectadas se encontram, neste momento, alojadas em moradias de familiares e vizinhos, necessitando de apoio com chapas de zinco, roupas usadas, utensílios de cozinha e outros bens de primeira necessidade.

CASA-CE garante não aceitar divisão administrativa de mandat

O líder da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), Abel Chivukuvuku, percorreu, no último dia da campanha eleitoral, várias zonas da cidade capital a pé para mostrar a sua estratégia de “ir ao encontro do cidadão”, aproveitando para convidar os eleitores a votarem no número 9 e na sua candidatura a Presidente da República.

Fernando Guelengue
*Novo Jornal

A caminhada começou no Largo das Escolas, passando no 1º de Maio em direcção à Mutamba, onde se deparou com um bloqueio da Polícia Nacional e um aparato bem montado, com mais de 20 efectivos, entre agentes e oficiais superiores.
Já na Chicala 2, à semelhança de todos os outros bairros, Chivukuvuku dirigiu uma caminhada de vários quilómetros, ao longo das artérias da cidade, distribuindo enérgicos beijos a mulheres, saudações e abraços aos homens. O líder da CASA-CE ia em frente a uma banda de trompetes e tambores da coligação, que acompanhava um cortejo dançante de centenas de militantes, simpatizantes e amigos que gritavam “É angolano, é angolano, Chivukuvuku é angolano”.
Depois de oito horas de caminhada, que teve o fecho na sede Nacional da Coordenação da Campanha Eleitoral da coligação, o candidato da juventude, como é apelidado, disse não aceitar a divisão administrativa de mandato.
Abel Chivukuvuku convidou, dirigindo-se ao partido maioritário, a não jogar constantemente na trapaça, pois Angola de 2012 não é a mesma de 1992, de 2002 nem de 2008.

“Os cidadãos hoje já amadureceram, em termos de consciência. Têm o auto discernimento daquilo que querem para as suas vidas. Por isso, têm de ser respeitados. Não haja mais a tendência de fazer a distribuição de mandatos, como tem sido a tendência do maioritário, bem como os rumores por ali, que estão a tentar forjar o modelo para fazer a distribuição administrativa de mandato”, frisou, acrescentando que “a coligação cumpriu com o papel histórico, que é o de trazer um fenómeno novo à vida política nacional, acarretando a esperança para os angolanos, muitos deles desiludidos com a classe política que temos até hoje”.
“Demos vida à política nacional”, ilustrou.
A título de exemplo, o político recordou que “não é por acaso que África tem presidentes, como Lourent Babó, da Cote D´ivoire, que queria fazer fraude e perdeu. Resistiu, tentou e hoje está na cadeia”. Chivukuvuku assegurou que a opinião internacional está muito céptica, não acreditando nas eleições de Angola, porque o governo estruturou, em várias etapas do processo, modelos para subverter a vontade dos cidadãos.
“Essa história de fazer o exercício propagandístico na TPA, onde transportam as populações de uma província para outra para fazer aqueles exercícios que não são verdadeiros. As pessoas não vão aos locais de campanha de livre e espontânea vontade”, denunciou, recomendando que se faça uma análise mais ajustada porque o país mudou, bem como os seus cidadãos, ganhando um nível mais elevado de consciencialização.

Questionado se a sua formação política se encontra preparada para receber os resultados das eleições que expressam a vontade do povo, Abel Chivukuvuku garantiu que está tudo tranquilo e disposto para servirem o povo na esperança de bons resultados. 
O político disse que ainda têm mais desafios, como a questão dos cadernos eleitorais que ainda não foram colocados em todo o país e o credenciamento dos delegados de lista. 

“Recebi o relatório dos delegados de lista da CASA-CE, que dá conta que o credenciamento dos delegados de lista da coligação estava aquém dos 50%”, afirmou, manifestando esperança que a Comissão Nacional Eleitoral coloque à disposição dos fiscais dos partidos políticos as actas das operações eleitorais para dar credibilidade do processo.

Espancado por 12 elementos desconhecidos

Pelo menos, 12 elementos, até ao momento não identificados, agrediram de forma brutal, no dia 25, o militante da CASA-CE que levava o gerador para suportar o comício no distrito do Kilamba Kiaxi.

Trata-se do jovem Francisco Imperial Santana, morador da Sapú, que saía do Projecto Nova Vida para o último comício da campanha eleitoral. Logo à entrada para a estrada principal do Kilamba Kiaxi, deparou-se com 12 homens que o interpelaram e espancaram.

“Os homens saíram com catanas e chaves de roda. Arrancaram a bandeira da coligação e rasgaram-na com uma coisa qualquer”, queixou-se, acrescentando que durante o espancamento viram-se surpreendidos por disparos que dispersaram os agressores.

Até ao momento, a polícia não se pronunciou sobre o assunto que tem preocupado a coligação. F.G.


 

Provedoria de Justiça garante exercício de cidadania

Inaugurado edifício na Cidade Alta
Provedoria de Justiça garante exercício de cidadania

A ministra da Justiça, em representação do Presidente da República, inaugurou esta semana o edifício da Provedoria de Justiça, órgão criado há sete anos e que serve de ligação entre os cidadãos e o poder.
Guilhermina Prata afirmou que o momento é de “grande dignidade” e de “avanços progressistas” dos trabalhos do Executivo para a necessária tarefa de conferir todas as garantias do exercício do direito legitimamente conferidos pela lei na óptica da realização material do acesso à justiça e ao direito.
“O majestoso edifício da Provedoria de Justiça, que acabámos de inaugurar, comprova a dedicação do Executivo e o compromisso sério para com a justiça, bem como a criação de um mecanismo de concretização de busca pelo desenvolvimento social e económico”, frisou a titular da pasta, argumentando que o “país está numa fase do seu crescimento económico e social em que precisa de ver criadas e reforçadas as garantias de acessibilidade à justiça e o respeito pelos direitos e liberdade dos cidadãos, bem como os mecanismos de acesso das entidades capacitadas para a viabilização destes interesses”.
“É patente a necessidade de um órgão independente na persecução da justiça por via não judicial e na tutela do interesse dos cidadãos”, acrescentou a ministra, salientando que a Provedoria de Justiça representa um signo designativo desta mais nobre conquista de todos os angolanos.

A responsável reconheceu ainda que a obra é de raiz e visa ajudar o cidadão comum a tomar contacto com as instituições de forma mais célere, eficiente e tem por objectivo reforçar o empenho do Executivo na promoção da paz, justiça e democracia.
“Não haverá nenhuma entidade mais habilitada para se debruçar sobre conceitos de Provedoria de Justiça, senão o próprio provedor”, finalizou.
A Provedoria de Justiça é um órgão independente ao serviço da defesa do cidadão, vai ao encontro dele, informando-o, tratando e assegurando os seus direitos para garantir a preservação dos mesmos.

O seu objectivo é conferir maior dignidade ao cidadão, aproximando o poder das comunidades numa clara demostração do cumprimento do compromisso assumido pelo Executivo para com a justiça e a sua efectivação na defesa dos direitos elementares dos cidadãos.
A construção do edifício da Provedoria de Justiça durou cerca de 43 meses, o equivalente a três anos e sete meses, e custou aos cofres do Estado cerca de 26 milhões de dólares. A obra esteve sob a responsabilidade da empresa de construção civil Mota-Engil, conforme garantiu o engenheiro Leonel Pinto da Cruz.

Como denunciar

Finalmente, o cidadão tem uma casa para apresentar as suas reclamações e queixas, presencialmente, por escrito, por telefone ou por internet, contra as ilegalidades e injustiças cometidas pelos órgãos da Administração Pública e das empresas públicas ou de capitais maioritariamente públicos, concessionárias de serviços públicos ou de exploração de domínio público. 
http://www.provedor-jus.co.ao/
 

Do Miramar à Cidade Alta

O provedor de Justiça, Paulo Tchipilica, considera que com a inauguração do novo edifício cessa a invisibilidade da Provedoria de Justiça, bem como a angústia, a incerteza, a insatisfação dos cidadãos que não sabiam onde se dirigir - se ao núcleo ou ao Miramar – onde estavam instalados a senhora Provedora de Justiça-adjunta e seus colaboradores e os Serviços Técnicos ou se deveriam apresentar-se no edifício da Assembleia Nacional, da Secretaria-Geral e das Comissões Parlamentares, onde funcionava o Provedor de Justiça com o seu secretariado, num espaço exíguo em que os cidadãos se acotovelavam.
Paulo Tchipilica reconheceu que mesmo funcionando em condições difíceis, sem sede e sem instalações, o cidadão, destinatário destes serviços, não ficou sem atendimento, nem tão pouco foram postos em causa os superiores desígnios e objectivos das mais altas instâncias do país.

“Foram visitadas, mais de uma vez, todas as províncias de Cabinda ao Cunene, quer em sessões de esclarecimento sobre a importância e a utilidade do serviço do Provedor de Justiça, quer em viagens de rotina em serviço pontual, sem descurar a visita aos Estabelecimentos Prisionais, como o estipulam as alíneas e) e f), do artigo 18.º, da Lei n.º 4/06, de 28 de Abril, Estatuto do Provedor de Justiça, bem assim como a Lei Orgânica da Provedoria de Justiça Lei n.º 5/06, que aguardam a sua apreciação e aprovação pela Assembleia Nacional, adequando-os ao figurino da actual Constituição”, explicou, valorando o princípio de que “é o Provedor de Justiça que deve ir ao encontro do cidadão e não o contrário”.
O responsável pela Provedoria de Justiça referiu que vão sendo implementados os serviços locais nas províncias, havendo, neste momento, três representações no Huambo, no Kwanza-Sul e no Cunene.

A nível internacional, Angola assume, desde Abril de 2010, a presidência de todos os Provedores de Justiça de África, tendo conseguido na vigência do mandato a acreditação da associação junto da União Africana. Neste âmbito, o Provedor de Justiça angolano é convidado e forçado a estar presente em todas as reuniões regionais e do Comité Executivo da AOMA, assim como, na qualidade de observador, em quase todos os eventos importantes da União Africana.
O continente africano também sai a ganhar por estarem acomodados na nova sede os serviços da AOMA (Associação dos Ombudsmans, Mediadores ou Provedores de Justiça Africanos).

O Edifício

O edifício da Provedoria de Justiça está situado na cidade capital, no distrito das Ingombotas, bairro Saneamento, no entroncamento entre as ruas 17 de Setembro e Pinheiro Furtado.
Com uma área edificada de 9.800.00 m², as novas instalações estão distribuídas por seis pisos, incluindo uma cave.

O edifício foi implantado num terreno de topografia plana com uma área de 2.340.00m².
O projecto estruturou o programa de espaços de forma que ao nível da cave esteja alocado um parque de estacionamento e áreas técnicas com geradores e reservatório de água.

Ao nível do rés-do-chão inferior e superior situam-se as áreas de atendimento ao público, das quais se destacam o anfiteatro com 120 lugares.
Desde o primeiro ao terceiro andar estão instalados gabinetes e áreas de apoio, de acordo com o programa de necessidades indicado pela Provedoria de Justiça, contando igualmente com 300 trabalhadores.
A área técnica possui um sistema de geração de energia alternativa, através de três geradores sincronizados de 410 kva/cada, telefone com 300 extensões digitais e 30 analógicas, sistema de climatização artificial por água gelada através de chillers, sistema automatizado de combate a incêndios através de bombagem e extinção por sprinkers equipado com uma central diesel, um reservatório de água para combate a incêndio, sistema de pressurização de água potável que acomoda dois reservatórios de água para consumo doméstico, bem como sistema de gestão técnica centralizada e dois reservatórios de combustível com capacidade de 10 mil litros/cada.

F.G.

Nova Democracia e CPO em extinção

Luanda - Se a tendência se mantiver na contagem dos votos das eleições gerais de 31 de Agosto, as coligações CPO, FUMA e ND-UE e o partido PAPOD correm o risco de extinção, por imperativos legais.

Fonte: JA


A legislação eleitoral angolana estabelece que todo o partido ou coligação de partido concorrente às eleições que não conseguir alcançar pelo menos 0,5 por cento do total dos votos é extinto. Esta é a situação em que, até ao momento, se encontram as formações políticas atrás referidas.
Até à tarde de ontem, tinham sido escrutinadas 85,30 por cento do total de mesas de voto e o CPO tinha alcançado apenas 0,08 por cento, abaixo da FUMA e do PAPOD com 0,12 por cento.
Quem também parece não estar livre da extinção é a ND-UE, que alcançou apenas 0,19 por cento do total de votos. A coligação de Quintino de Moreira está muito longe de repetir a proeza das eleições legislativas de 2008 quando conseguiu eleger dois deputados.
Quem já está livre da extinção é o PRS e a FNLA, que têm 1,74 e 1,04 por cento, respectivamente. No entanto, quer o partido de Eduardo Kuangana quer o de Lucas Ngonda devem ver reduzido o número de deputado no próximo Parlamento, a favor da coligação CASA-CE, de Abel Chivukuvuku, que se encontra na terceira posição, com 5,60 por cento.